28 de julho de 2017

Uma carta de amor


Meu amor,

Faz frio. Mesmo a 30º eu sinto frio. Será que sentirei frio para sempre? Gostaria de dizer coisas alegres e bem humoradas mas não há alegria em mim, pois a minha alegria é você e você se foi. Faz frio em mim. Ontem eu decidi não mais enviar carta alguma, mas hoje a minha decisão esvaneceu-se completamente. Não posso renunciar ao que restou de nós dois. As cartas são o que restou. Você as lê? E quando as lê deseja que eu mande outras, ou deseja que eu jamais escreva novamente?

Eu ainda acredito em nós, ainda acho que com o amor que há em nós é possível reconstruir tudo. Eu já o perdoei. Verdadeiramente, eu já o perdoei pois não sei amar de outra forma. Como já lhe disse, é claro que doeu. Ainda dói saber que ela teve de você o que eu jamais tive a chance de ter, ainda queima dentro de mim a ideia do filho de vocês. Mas dói e queima muito mais o frio que sinto por que você não está aqui.

Volta! Eu posso conviver com tudo o que aconteceu. Mas não posso viver com esse frio que sinto.

Volta! Nossa cama espera por você. Meu corpo espera por você. Eu amo você do mesmo jeito. Na verdade, amo mais pois meu amor sobreviveu à dor e à decepção.

Volta! Vou te esperar por todos os dias da minha vida.
Sempre sua.
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